Desenvolvimento de Comunidades

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Incentivar o desenvolvimento comunitário é uma forma de estimular a sustentabilidade financeira e ambiental das comunidades que vivem de forma tradicional. O turismo comunitário é um bom exemplo de como uma comunidade pode compartilhar com o resto do mundo a sua cultura e seu modo de viver, gerando renda e resgatando o orgulho. Conheça alguns projetos que foram apoiados pelo Fundo CASA que promovem o desenvolvimento de comunidades tradicionais:

Turismo comunitário e juventude ativa na zona costeira cearense

O Turismo Comunitário, a partir da experiência da Rede Tucum, mostra a capacidade dos grupos organizados de possuírem o controle efetivo sobre o seu desenvolvimento, sendo diretamente responsáveis pelo planejamento das atividades e pela gestão das infraestruturas e dos serviços turísticos. É, também, uma importante estratégia de garantia e preservação dos territórios comunitários.

Tem se configurado, assim, como uma atividade que busca dialogar com a desafiadora realidade da zona costeira cearense, marcada por rápidas transformações nos modos de vida tradicionais e impactos socioambientais, que interferem diretamente sobre a reprodução socioespacial e os direitos das comunidades costeiras.

Com o apoio do Fundo CASA, o projeto permitiu a realização, em fevereiro de 2014, do I Encontro de Jovens da Zona Costeira, que reuniu 95 representantes jovens de diversas comunidades e a realização de oficinas que tiveram foco na criação de programas de rádio voltados para adolescentes, debatendo temas que estão em interface com o turismo convencional, como exploração sexual, abuso de drogas, direito ao território, conservação ambiental e os impactos socioambientais em comunidades costeiras.

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Quando a Copa chega às áreas protegidas do Brasil

As áreas de preservação ambiental do Brasil, localizadas próximas às cidades sede da Copa, receberam o nome de “Parques da Copa”. Aqueles que vivem ou trabalham nos chamados “Parques da Copa”precisaram se adequar às demandas da FIFA. Assim, comunidades inseridas em ações de turismo comunitário viram-se, do dia para a noite, obrigadas a atender essas demandas.

A região de Paraty é um dos pontos turísticos mais buscados por estrangeiros que chegam ao país. Cercada de águas, com suas pequenas baías, conservam uma cultura tradicional caiçara. Ou seja, uma forma de vida originária ainda dos tempos coloniais, e que tem suas bases na pesca artesanal, agricultura de subsistência e extrativismo vegetal.

É nessa região que está a comunidade de Trindade, pertencente àÁrea de Preservação Ambiental Cairuçu, próximo ao Parque Nacional da Serra da Bocaina–um “Parque da Copa”. A ABAT – Associação de Barqueiros e Pequenos Pescadores de Trindade teve que adequar-se às exigências da FIFA.

Os membros da Associação tiveram que passar por nove cursos (mecânica de barcos, primeiros socorros e gestão de riscos são alguns deles). Parte desses cursos (quatro deles) deveriam ser dados pelo Ministério do Meio Ambiente, mas a burocracia e demora complicaram o processo.Com o apoio do Fundo Socioambiental Casa, a Associação realizou quatro entre os cincos cursos previstos em sua agenda.

A experiência dos cursos realizados pelo esforço da própria Associação gerou mais proximidade e parceria entre os seus membros, fazendo com que os barqueiros atuem de forma mais unida e sistematizada, valorizando o trabalho quando feito de forma coletiva.

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ÁREAS DE ATUAÇÃO